Como escolher as suas enzimas digestivas
Os suplementos de enzimas vão de uma única enzima, como a lactase, a fórmulas com várias enzimas e outros ingredientes. Estes cinco critérios ajudam a ler os rótulos e a perceber o que distingue cada produto.
1. Enzima única ou fórmula de largo espectro
- Lactase: melhora a digestão da lactose em pessoas que têm dificuldade em digerir lactose, com pelo menos 4500 unidades FCC tomadas com cada refeição que contenha lactose.
- Fórmulas multienzimáticas: juntam proteases, lipases, amilases e outras enzimas numa só cápsula.
- Enzimas vegetais: bromelina (do ananás) e papaína (da papaia), sozinhas ou em combinação.
2. Compare unidades de atividade, não miligramas
A força de uma enzima mede-se em unidades de atividade: FCC para a lactase, HUT para as proteases, DU para as amilases, FIP ou LU para as lipases. Dois produtos com os mesmos miligramas podem ter atividades muito diferentes, por isso compare sempre a mesma unidade.
3. A origem das enzimas
A maioria vem de fermentação fúngica (por exemplo, de Aspergillus) ou de plantas, e é adequada a uma alimentação vegana. A pancreatina e a pepsina são de origem animal. Se evita ingredientes de origem animal, confirme no rótulo a origem das enzimas e o material da cápsula.
4. Betaína HCl e pepsina são outra categoria
Alguns produtos desta página juntam betaína HCl (uma fonte de ácido clorídrico) e pepsina. Não os use sem indicação médica se tem úlcera ou gastrite, ou se toma anti-inflamatórios ou medicação para a acidez.
5. Como tomar
As enzimas digestivas tomam-se, em geral, no início da refeição; siga sempre o rótulo. A bromelina pode interagir com anticoagulantes, e quem tem alergia ao ananás ou à papaia deve evitar estas enzimas. Se sente desconforto digestivo com frequência, fale com o seu médico: há causas que só se identificam com exames.
O que são enzimas digestivas?
São proteínas que decompõem os alimentos em partes mais pequenas: as proteases atuam sobre as proteínas, as lipases sobre as gorduras, as amilases sobre os amidos e a lactase sobre a lactose. O organismo produz as suas, sobretudo no pâncreas, no estômago e no intestino delgado. Nos suplementos, vêm habitualmente de fermentação fúngica ou de fontes vegetais.
Para que serve a lactase?
A lactase melhora a digestão da lactose em pessoas que têm dificuldade em digerir lactose. O efeito obtém-se com pelo menos 4500 unidades FCC, tomadas com cada refeição que contenha lactose. É a enzima mais estudada e a única com uma indicação tão precisa.
Porque é que os rótulos indicam unidades e não miligramas?
Porque o que interessa numa enzima é a atividade, não o peso. Cada enzima tem a sua unidade: FCC para a lactase, HUT para as proteases, DU para as amilases, FIP ou LU para as lipases, entre outras. Dois produtos com os mesmos miligramas podem ter atividades muito diferentes, por isso compare sempre a mesma unidade.
Quando devo tomar enzimas digestivas?
Em geral, no início da refeição, porque atuam sobre os alimentos que estão a ser digeridos. A lactase deve ser tomada com cada refeição que contenha lactose. Siga sempre o momento e a toma indicados no rótulo de cada produto.
As enzimas digestivas são vegan?
Muitas são: as enzimas de origem fúngica (por exemplo, de Aspergillus) e as vegetais, como a bromelina do ananás e a papaína da papaia, não têm origem animal. Já a pancreatina e a pepsina são de origem animal. Confirme também o material da cápsula no rótulo.
Quem deve ter cuidado com as enzimas digestivas?
Os produtos com betaína HCl ou pepsina não devem ser usados sem indicação médica por quem tem úlcera, gastrite ou toma anti-inflamatórios ou medicação para a acidez. A bromelina pode interagir com anticoagulantes, e quem tem alergia ao ananás ou à papaia deve evitar estas enzimas. Se está grávida, a amamentar ou tem desconforto digestivo frequente, fale com o seu médico.